Comunidade do Monte Serrat e Mães Resistem | Abril de 2019

Agradecemos a comunidade do Monte Serrat e a organização da Batalha das Casinhas pelo convite lançado ao nosso coletivo.
Reconhecemos a importância de construir espaços de sociabilidade quando a todo o momento nos tentam arrancar o direito de uso dos espaços públicos. Nos segregando, expulsando, criminalizando, colocando catracas sociais que nos impedem de estar em espaços, esgotando nossos corpos pela rotina cotidiana e por vezes até nos exterminando… Os espaços culturais, para além de socialização e celebração, é espaço de resistência e organização popular.

São nesses espaços que compartilhamos os poucos momentos fora de nossa labuta cotidiana de trabalho, e onde constrói-se comunidade, companheirismo, ajuda mútua e solidariedade.
Cada passo dado junto, cada espaço construído mutuamente, é um espaço de resistência.

Nosso mural é apenas uma pequena fagulha nesse lugar que é mantido por muitas mãos. E essa indignação, aqui expressa em imagem, é fruto de um processo de mobilizações contra a sistemática violência policial que vem intensificando-se dentro das comunidades do Maciço do Morro do Cruz e as demais da Grande Florianópolis.

Há uma semana, após um assassinato no Morro do Mocotó, dezenas de mães fecharam a Av. Mauro Ramos no centro de Florianópolis para dizer: BASTA de violência policial! 
Sabemos que essa não foi a primeira e nem será a última, por isso nos indignamos.

A periferia está cansada de viver sob medo! Não queremos ter nossas casas invadidas; nossos filhos(as), vizinhos(as), amigos(as) mortos(as).
Estamos cansadas(os) de ver nossas crianças serem revistadas indo para escola e de sofrer abordagem violenta voltando do trabalho.
A violência institucional é estratégia de contenção tomada pelo Estado e Capital para manutenção das desigualdades e em defesa de uma minoria de empresários que lucra com a exploração do povo.

Luta e resistências acompanham a nossa história de conquistas sociais, mobilizar a população contra toda forma de opressão nos é urgente.

Contra o genocídio do povo negro, pobre e periférico!

Resistência e organização popular!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *